sábado, 13 de maio de 2017

Segunda foto oficial das filmagens do curta "Se"


Argumento/Roteiro/Direção: Octavio Caruso

Direção de Fotografia: Sihan Felix
Direção de Arte: Cristina Caruso
Edição/Montagem: Sihan Felix
Maquiagem: Vanessa Caruso
Trilha Sonora: Sihan Felix
Fotos: Vanessa Caruso
Arte do pôster e banner: Laísa Roberta Trojaike

Elenco: Octavio Caruso, Mônica Foroni, Eduardo Doria, Tereza Filardy e Cristina Caruso. 

Produção: Coletivo Dacine

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Primeira foto oficial das filmagens do curta "Se"


Argumento/Roteiro/Direção: Octavio Caruso

Direção de Fotografia: Sihan Felix
Direção de Arte: Cristina Caruso
Edição/Montagem: Sihan Felix
Maquiagem: Vanessa Caruso
Trilha Sonora: Sihan Felix
Fotos: Vanessa Caruso
Arte do pôster e banner: Laísa Roberta Trojaike

Elenco: Octavio Caruso, Mônica Foroni, Eduardo Doria, Tereza Filardy e Cristina Caruso. 

Produção: Coletivo Dacine

sábado, 6 de maio de 2017

"Carta de Uma Desconhecida", de Max Ophüls


Carta de Uma Desconhecida (Letter From An Unknown Woman - 1948)
Louis Jourdan vive Stephan Brand, que no passado havia sido um pianista renomado e muito respeitado na Viena de 1890. Após se envolver com uma mulher casada, tenta fugir da cidade e evitar o marido traído que o havia desafiado para um duelo. Porém antes de realizar seu intento, recebe de seu empregado uma carta que havia acabado de chegar. A carta fora escrita por uma jovem chamada Lisa (Joan Fontaine), de quem ele não guarda nenhuma lembrança. O seu relato provoca a chocante revelação de fatos que até então lhe eram desconhecidos e que terão graves consequências sobre seu destino.

O diretor cria uma obra romântica ao som de Liszt, Mozart e Wagner, tão sensível que consegue deixar ao final um sentimento de melancolia no público, tão grande quanto o de seu trágico protagonista. Ele pinta para nós em flashback o retrato perfeito daquela jovem apaixonada, que via em Brand o seu amor inalcançável. Sua admiração pelo fato dele ser um pianista famoso e requisitado, o encanto que a sua música provocava naquela jovem humilde que ele sequer sabia o nome. A beleza da fotografia do ótimo Franz Planer demonstra que o puro brilhantismo se encontra nas sutilezas, nas sombras bem colocadas. Com o posicionamento de câmera perfeito de Ophüls, criam cenas que são verdadeiras pinturas emolduradas.

A história simples e a maneira genial como é contada são os motivos que fazem de “Carta de uma Desconhecida” o meu filme favorito do diretor alemão. Inexplicavelmente uma obra ainda pouco conhecida do grande público, mas que apaixona a todos que se dedicam a conhecê-la. Poucos filmes conseguiram ser tão sensíveis quanto este belo trabalho do cineasta alemão Max Ophüls.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

"As Façanhas de Hércules", de Pietro Francisci


As Façanhas de Hércules (Le Fatiche di Ercole – 1958)
Hércules, o semideus da mitologia greco-romana, protagonizou o primeiro filme de super-heróis da história do cinema. Personagens com poderes especiais já haviam tido espaço generoso nos seriados das matinês, nas tiras de jornais, mas o italiano “As Façanhas de Hércules”, dirigido por Pietro Francisci, foi o primeiro projeto para cinema dedicado ao tema.

O fisiculturista Steve Reeves, ídolo de Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Lou Ferrigno e Gordon Scott, entre outros, apesar de sua incrível incompetência como ator, salvou a indústria cinematográfica de seu país ao inaugurar o subgênero Peplum, termo utilizado para as túnicas da Grécia antiga, aproveitando o interesse mundial despertado por filmes estrangeiros como “Quo Vadis”, “O Manto Sagrado”, “Spartacus” e “Os Dez Mandamentos”. A primeira diferença gritante, o orçamento era dinheiro de pinga, os produtores reutilizavam cenários e figurinos das produções norte-americanas que eram filmadas lá, abusando do erotismo e compensando os roteiros problemáticos com a elegância criativa da fotografia de mestres como Mario Bava, que se tornaria um dos diretores mais respeitados, o pai do Giallo.

O sucesso de público atravessou fronteiras, com a ajuda do produtor Joseph Levine, que apostou na obra e a distribuiu no mercado norte-americano, estimulando a produção de vários projetos similares, quase todos medíocres, criando uma onda de interesse mundial por fisiculturismo, até que o fracasso retumbante de “Cleópatra” e “A Queda do Império Romano”, em meados dos anos sessenta, colocou um ponto final no gênero. Os italianos reviveram a época áurea anos depois, subvertendo a figura mítica do cowboy em seus Spaghetti Westerns.

terça-feira, 2 de maio de 2017

"Guardiões da Galáxia, Vol. 2", de James Gunn


Guardiões da Galáxia, Vol. 2 (Guardians of the Galaxy, Vol. 2 – 2017)
O primeiro havia funcionado exatamente por ser um ponto fora da curva na fórmula desgastada (para qualquer pessoa acima dos doze anos de idade) do universo Marvel no cinema, o foco estava na trama e na construção dos personagens, apoiando o humor no carisma de seu elenco. No Volume 2 não há foco narrativo, o ritmo se arrasta bastante no segundo ato, o humor, com poucas exceções, soa forçado e tolo, como nas piadas repetitivas sobre a aparência, ou o apelido de alguém, infantilizando ainda mais o material que, em essência, já é direcionado ao público infanto-juvenil.

Até mesmo a seleção musical, muito inspirada no original, não soa orgânica desta vez, ou, nas vezes em que acerta, peca na execução, na integração da canção à cena. O resultado é divertido, intensamente agitado, com colorido vibrante, mas o fiapo de conflito estabelecido não se sustenta, a necessidade de abrir várias possibilidades para os próximos projetos enfraquece aquilo que deveria ser o sólido pilar emocional do filme: o relacionamento entre Peter Quill (Chris Pratt) e seu pai (Kurt Russell). E, após uma mínima evolução nesse sentido, utilizando cenas expositivas pouco engenhosas, sem nunca se aprofundar de forma madura nas consequências psicológicas do afastamento no filho, caminho que parecia ser natural com a escolha feita no início do anterior, o roteiro preguiçoso decide resolver a questão da forma mais convencional possível.

A utilização excessiva de Drax (Dave Bautista) como recurso cômico, algo bem equilibrado no anterior, faz com que sua figura se torne apenas patética, uma caricatura desprovida de alma, atraente para o público infantil, mas irritante para os mais velhos. Como definir a presença inglória de Sylvester Stallone? Um personagem desinteressante que é plantado na trama sem muito cuidado, utilizado rapidamente, sem brilho, na expectativa de que terá alguma função relevante no futuro. Ele pode ser importante nos quadrinhos, mas o roteiro, componente maltratado em nove entre dez aventuras adaptadas dos quadrinhos, precisa tornar ele minimamente importante no filme. É curioso que, em um produto tão mercadologicamente calculado, o único elemento que verdadeiramente funciona é o pequeno Groot (voz de Vin Diesel), adorável agente do caos.